Outubro rosa: conheça histórias de superação de mulheres incríveis

No mês do Outubro Rosa vamos fazer um post especial e inspirador. Conheça a história de mulheres que superaram o Câncer de Mama e renasceram após o diagnóstico e o tratamento. São depoimentos emocionantes, cheios de vida e principalmente, de mulheres com garra e muita perseverança.

“Enquanto tomava banho com minha filha de 9 anos, descobri um caroço duro na minha mama direito. Era um sábado, véspera do domingo de Páscoa. Todo ano fazia o exame preventivo e abril seria o mês da mamografia, mas descobri o caroço antes.

Meu tratamento foi de uma Páscoa a outra, foram quatro quimioterapias vermelhas, a mais forte, e 12 quimioterapias brancas, a mais fraca. E 33 sessões de radioterapia, equivalente a bomba atômica na mama.

Durante o tratamento a minha médica disse que eu teria enjoo, dor de cabeça e cansaço… eu não tive NADA, acredito que minha fé me fortaleceu e meu pensamento positivo fez com que eu não tivesse nenhum efeito colateral.

Foi um período feliz na minha vida, mudei a minha maneira de ver o mundo, dando valor às pequenas coisas. Compartilhei todo o tratamento no facebook e cada comentário dos amigos me alegrava cada vez mais. No outubro rosa do ano passado ministrei 10 palestras com o título “O Poder da Alegria”, falei com mais de 400 mulheres sobre a prevenção do câncer de mama. Tudo isso me fortaleceu cada vez mais, o apoio da minha família foi fundamental para a minha cura, a chegada do meu neto e poder assistir o parto da minha filha, foram momentos inesquecíveis”

Cláudia da Cruz Fialho Castro Moreira, nasceu em São Paulo e mora há 10 anos em Campinas (SP). Ela é professora de português, ministra treinamento para empresas e cooperativas na área de comunicação. É casada há 21 ano com um jornalista, radialista e fotografo e mãe de três filhos. Atualmente faz visitas à mulheres que estão com câncer de mama, leva apoio, oração e alegria.

“ Fazia mamografia todo ano, descobri o câncer de mama em novembro de 2005, fazendo o exame de toque. Em janeiro de 2006 passei pela cirurgia e perdi minha mama esquerda. Foram 6 meses de tratamento, fiz 4 sessões de quimioterapia vermelha e teria que fazer 16 da quimioterapia branca e 25 sessões de radioterapia, mas na oitava seção de quimioterapia, comecei ter muita febre, cheguei a 40 quilos, perdi todos os fios de cabelo, sinto que passei pelo vale da sombra da morte. Quando faltava ainda 8 seções a médica suspendeu, por rejeição do meu organismo. Então, parei a quimioterapia e não fiz a radioterapia.

Nesse período do tratamento meu pai veio a falecer, não o visitei e nem fui ao seu enterro por conta da quimioterapia. Minha mãe teve seu segundo AVC e perdeu todos os movimentos. E mesmo com toda essa luta eu não entrei em depressão, graças a Deus.

A doença me trouxe algumas experiências maravilhosas. Duas delas foram muito marcantes, quando descobri o nódulo, eu e meu marido ficamos muito preocupados. Então ele dobrou seus joelhos e fez uma declaração que estava renovando seus votos, estaria ao meu lado na doença ou na saúde, na alegria ou na tristeza. Isso me fortaleceu. Ficar apenas com uma mama e com um marido 25 anos mais novo é muito complicado. A outra experiência foi no dia que mostrei como tinha ficado, eu chorava muito e ele me abraçou e disse: você é minha princesa eu te amo, não casei com a sua mama, casei com você. ”

Dalva Passos tem 69 anos, está casada há 20. E mora no Rio de Janeiro.

 

“Descobri que tinha algo estranho em meu seio no banho. No dia seguinte fui em uma clínica e disse que só sairia dali com uma guia de uma mamografia. Isso foi em março de 2014.  Com o exame em mãos e já com diagnóstico de câncer fui consultar mais uns 4 médicos, pois queria encontrar algum que me dissesse que o exame estava errado. Em 30 de julho fiz a cirurgia. Não precisei tirar a mama, mas o quadrante. Após a cirurgia iniciei a quimioterapia, na sequência a radioterapia, e 18 aplicações venosas cada 21 dias de uma medicação coadjuvante chamada Herceptin. Agora tomo diariamente um comprimido chamado Anastrozol, faltam 4 anos”.

 Silvana Cortada tem 57 anos e é professora universitária em São Paulo, onde mora.

 

 “Descobri a doença através dos exames anuais, apesar de já ter passado 1 ano e 4 meses. Como minha mãe morreu decorrente de um câncer de mama eu já tinha consciência que poderia dar positivo e nem tive a curiosidade de abrir o resultado do exame. Mesmo tendo esse pressentimento o meu chão se abriu, pois não sabia a intensidade que o câncer estava. Então veio um novo processo, o oncologista no me sugeriu fazer um exame em São Paulo para evitar a quimioterapia. Infelizmente, não consegui evitar o tratamento. Fiz 6 seções insuportáveis de quimioterapia. É terrível, emagreci 6 quilos, até o cheiro me dava náuseas. Depois fiz 35 seções de radioterapia e comecei o tratamento oral. Comecei a quimioterapia em 21/11/2012 e terminei com a radioterapia em 28/06/2013 e continuo com o tratamento via oral por 5 anos. ”

Maria Osminda Oliveira Sandes nasceu na Bahia, atualmente mora em Recife e tem 61 anos.

 

 “Tive câncer de alto grau com 24 anos. Com necrose e invasão vascular. Meu caso foi raríssimo, 1 entre 1 milhão. Segundo os médicos minha chance de sobreviver era de 1 a 3%. Os médicos não queriam fazer quimioterapia, disseram que eu tiraria a vaga de outra paciente com chance de cura. Sou enfermeira e uma amiga viu meu atestado de óbito pronto no hospital que trabalhávamos, só aguardando a notícia para decretar minha morte e colocarem a data e imprimirem. Mas consegui e fiz 6 sessões de quimioterapia, cirurgia para retirar as mamas e esvaziar as axilas e 1 ano depois fiz radioterapia, tive queimaduras de terceiro grau, saia pus e sangue.

Após o tratamento os médicos disseram que seria impossível eu engravidar, ficaria estéril. Me orientaram a criar um cachorro ou adotar uma criança. Mas após 7 anos tive um bebê, meu parto foi de cesária, Daniel mamou leite de farmácia na mamadeira. Minha mãe que descansou em janeiro, me ajudou muito. Jesus me deu uma segunda chance”.

Mariana Milward de Jesus mora no Rio de Janeiro, tem 33 anos, é técnica de enfermagem militar aposentada e é mãe do Daniel de 2 anos.

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